Blog de literatura do EREMMVM   

quarta-feira, 23 de março de 2011

Novamente

Sou um poeta.
Não preciso de diálogo,
Sou as palavras.
Não preciso da razão,
Sou a loucura.
Não preciso de paixão,
Sou o amor.
Não preciso do tédio,
Sou a tristeza.
Não preciso da noite,
Sou as estrelas.
Não preciso de esperança,
Sou o sonho.
Mas, quando te vi,
Perdi as palavras.
Nunca mas enlouqueci.
Esqueci o amor.
Não fique mais triste.
Apaguei as estrelas.
Acordei do sonho.
Sou homem novamente.

Autor: Prof. PEDRO MARCOS DE SOUZA

3 comentários:

  1. Nobre amigo. Ao poeta foi dado o direito de ser tudo o que quer, de sentir todos os sentimentos, de amar todos os amores, mas também foi legado a ele a obrigação de sentir todas as dores.
    O poeta é livre como as asas do vento, é misterioso como as águas abissais dos oceanos.
    Parabéns pelo belo poema.

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  2. Belo poema professor, gostei muito.
    Roberta

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  3. Muito interessante como o eu-lírico define ser homem e ser poeta neste poema,concordo plenamente...Posso estar errada na interpretação,mas ser homem para o eu-lírico é estar insento de sentimentos ,talvez se fóssemos poetas e não simplesmente homens "os nossos sonhos continuariam vivos,nossas estrelas acessas..."Acredito que posso deduzir muito a respeito do autor através deste poema.
    Lindo muito lindo!!!
    Thaís Araújo

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